Carlos Boechat
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CASAMENTO
 
Neste sábado casei minha primeira sobrinha (Tainá) seu noivo o Mickael, é canadense e veio com um séquito de 18 amigos e parentes. Parecia uma reunião da ONU aonde se falava o inglês, francês, espanhol e o nosso português. 
 
 
 Na preparação das bodas de casamento buscamos a perfeição nos mínimos detalhes. Não podemos deixar ninguém falando mal de nossa festa.....de nosso sonho. Afinal não se torna princesa e príncipe todos os dias. Essa é a única forma da burguesia virar nobreza e sonho de ser especial e importante se realiza. Para isso todos os esforços são feitos, gastamos em uma festa o que daria para mobiliar o futuro apartamento, ou pior saímos do “baile do Castelo”para irmos à quitinete alugada aonde viveremos nossa vida de amor verdadeiro, bem real.
 

O rito do casamento é muito importante, independente da cerimônia ser religiosa, pagã ou um juiz de paz. O rito nos coloca em contato com o Sagrado de cada um e fortalece nossas crenças no amor eterno, tão bem apregoada pelo amor romântico medieval.
 
 
 Mas precisamos tratar da essência. O noivado é o período especial para que os candidatos se conheçam na intimidade da rotina. Para que cada um busque na família de origem de seu parceiro as semelhanças e diferenças que suporte ou que não suporta. Como diz o ditado: “se queres saber como será sua mulher (homem), conheça bem sua sogra(o).” Como todo ditado, contem algumas verdades. Todos nós trazemos de nossa família de origem um padrão de comportamento. Podemos detestar algumas atitudes de nossos pais, mas de uma forma ou de outra as repetimos. Ou os rejeitamos com tal força que criamos um comportamento rígido de difícil convivência. Casamos com um “contêiner” de mitos, hábitos, que entrarão em nossa casa no dia seguinte à lua-de-mel. Por isso, precisamos conversar muito, observar bastante, conviver com toda a família, fazer questão de visitar os parentes em outras cidades, enfim, conhecer a teia familiar que ambos estão entrando. Sem ilusões, ou lamentos!
 
 
Quanto à atividade sexual, hoje pouco se pode falar. Na maioria das uniões o casal já se conhece sexualmente e já tem condições de avaliar se a performance do outro satisfaz e é adequada às suas necessidades. A modernidade oferece melhores condições de escolha.
 
 
É muito comum em terapias de casal, ouvir a fala de que “eu achava que após o casamento as coisas iriam melhorar”, ledo engano – pioram. A literatura especializada mostra que os defeitos na solteirice tendem a dobrar após o casamento, pelo fato do cotidiano, tirar os véus da ilusão do amor perfeito, do “felizes para sempre” e a rotina com os afazeres cansativos impedirem o encontro, o beijo molhado, as falas mansas e românticas. Nossas diferenças  ficam cada vez mais claras e por isso parecem novas, mas sempre existiram.
 
 
Conversar, olhar o outro com mais racionalidade não mata o amor, ao contrario, dá condições para que ele sobreviva melhor. Romantismo sempre, mas realidade no entorno. Às vezes, ir a um psicólogo para uma avaliação do casal pode ajudar a conhecer as arestas e aprender a lidar com elas, caso não possam ser removidas.
 
 
Até exames pré nupciais são importantes. Se um dos pares é estéril como ficará o sonho do outro sobre criação de filhos. Doenças genéticas familiares também precisam ser pesquisadas para que a escolhas estejam dentro de algumas possibilidades.
 
 
Mas, por favor, não desistam após ler esse texto. O casamento vale à pena, viver a dois é muito rico para o desenvolvimento emocional de cada um. Ter filhos dentro da possibilidade de amá-los e criá-los é muito enriquecedor. Faz-nos ter razão para voltar para casa, trabalhar muito para um passeio nas montanhas, ver o crescer do “filhote”se tornando um igual a nós. Ciclos da Vida!
 
 
Vale à pena! E quem quiser tentar, desejo Felicidades!
 
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